Instituto de Humanidades e Saúde – IHS Campus UFF de Rio das Ostras RJ

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Prevenção de Infecções Sexualmente Transmissiveis e Sifilis UFF Rio das Ostras

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), entre elas a sífilis, têm apresentado uma grave tendência de aumento no número de casos novos entre a população jovem, adulta e em gestantes.

“Ouvi dizer que a sífilis…” A paritr desta frase as professoras do Campus UFF de Rio das Ostras, Hayda Alves ( Enfermagem) e Paula Sirelli ( Serviço Social) junto com outros professores e estudantes dos cursos de Serviço Social, Psicologia e Enfermagem da UFF-Rio das Ostras participantes do Programa de extensão “Adolescentes e jovens do interior do Rio de janeiro: participação, direitos e saúde” e do Projeto de extensão “Agir em Saúde: participação, direitos e educação popular” realizaram no dia 21 de junho , oficinas educativas na Escola Municipal Padre José Dilson Dórea, no bairro Âncora em Rio das Ostras, em parceria com a Equipe da Estratégia de Saúde da Família (ESF) Âncora.

Participaram cerca de150 adolescentes e jovens de turmas do 6º ao 8º Ano, como o apoio da Diretora da Escola Gabriela Menezes do Amaral Lima. Para a conversa, foi solicitado ao grupo de jovens que completassem a seguinte frase “Ouvi dizer que a sífilis…”. A partir desta frase emergiram dúvidas e possibilidades de aprender sobre a doença e a importância de prevenção de ISTs. Ao final das atividades os adolescentes colaboraram em árvore, escrevendo em suas folhas coloridas conselhos sobre prevenção.

“Estas ações estão integradas às atividades do Programa Saúde na Escola, onde a prevenção da sífilis e de outros agravos podem ser discutidos com a juventude como parte de doenças negligenciadas”, afirmam as Enfermeiras Rebbeca Tota e Jéssyca Monteiro da ESF Âncora, que participaram da ação na Escola e colaboram nos referidos projetos extensionistas.

Segundo a professora Hayda Alves as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), entre elas a sífilis, têm apresentado uma grave tendência de aumento no número de casos novos entre a população jovem, adulta e em gestantes. “De acordo com o Ministério da Saúde são registrados mais de 167 mil casos novos de sífilis adquirida por ano no Brasil, com taxa de detecção de 78,5 casos para cada grupo de 100mil habitantes. A elevada magnitude da sífilis em gestantes (74 mil casos novos por ano, com taxa de 27,1 para cada 1 mil nascidos vivos) se reflete também no número de crianças que já nascem com a doença, a chamada sífilis congênita, cuja ocorrência é demais de 27 mil casos/ano com taxa de 9,9 em menores de um ano por 1 mil nascidos vivos; e 192 óbitos por sífilis congênita, com taxa de 7,0 por 100 mil nascidos vivos”.

O Ministério da Saúde adotou na última década ações de promoção da saúde sexual e reprodutiva, prevenção e rastreamento via ampliação da testagem (teste-rápido), além de tratamento a partir de unidades básicas de saúde. Contudo, aspectos como estigma e as barreiras ligadas ao acesso e utilização de serviços de saúde, fazem da sífilis um problema complexo e persistente no âmbito da saúde pública.

Frente a este cenário, as docentes Hayda Alves e Paula Sirelli apontam a importância do trabalho com a juventude para fortalecer a prevenção de ISTs e diálogo com adolescentes e jovens sobre auto responsabilização e do cuidado com o corpo.

”No dia 14 de julho a Equipe da ESF Âncora realizará um dia “D” na Unidade a fim de ampliar a testagem para sífilis. Como parte desse enfrentamento, a Vigilância Epidemiológica de Rio das Ostras tem realizado um esforço em mapear e sistematizar informações sobre sífilis com a produção de um boletim técnico sobre a situação da doença no município, como afirma a Enfermeira Bianca Monteiro, que também tem colaborado com as atividades do programa de extensão para pensar práticas de prevenção de ISTs junto a juventude em Rio das Ostras.

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